Início » E se o conflito for uma coisa boa? Por Dra. Helena Dantas
helena-dantas-mediaums
Consultório

E se o conflito for uma coisa boa? Por Dra. Helena Dantas

Imagine uma escola onde os conflitos são bem-vindos, onde se lhes abre as portas e os deixamos entrar…. E no fim, todos saem felizes! Impossível? “Olhe que não, olhe que não!”

Felizmente, os meus dias estão cheios de pessoas em conflito!

Em regra, o conflito é visto como uma coisa má, destrutiva, negativa. Quase todas as emoções a ele associadas são, também elas, negativas: tristeza, raiva, medo….

No entanto, de um outro ponto de vista, que é também o meu, o conflito pode ser visto de forma positiva se, ao invés, olharmos para as possibilidades de mudança e de avanço que normalmente ele nos proporciona.

E assim é, ou pode ser, na Escola.

A importância da Família Escolar

Que bom seria termos uma escola onde toda a comunidade educativa se pudesse envolver: alunos, pais, professores, assistentes operacionais, Direcção, trabalhadores administrativos, da limpeza, da cozinha, da manutenção, do economato, etc.

Todos fazem parte de uma grande Família: a Família Escolar! Todos fazem falta, todos são importantes! E cada um ocupa um lugar muito especial: dão o seu contributo todos os dias para que a escola possa funcionar bem, com e em condições para poder atingir aquilo que é um dos seus maiores objectivos: proporcionar às nossas crianças momentos de felicidade, de aprendizagem e de partilha, num ambiente saudável e harmonioso, para que elas possam crescer e levar consigo as maiores e melhores recordações da sua infância.

Mas numa comunidade composta por tanta gente, de diferentes saberes e opiniões, gostos, feitios, manias, culturas e crenças… o conflito deve ser encarado como algo que é normal e até razoável que aconteça. A questão que se coloca é: tratando-se de uma grande Família, quais as melhores ferramentas para o resolver?

Que mensagem queremos passar quando resolvemos um conflito? Se a quem deu uma bofetada dermos outra de volta, que mensagem estamos a passar a quem deu, a quem levou e a quem assistiu?

Reflectir sobre o futuro

Quando lidamos com crianças e jovens e pensamos que serão eles os adultos de amanhã, não podemos deixar de reflectir também sobre que sociedade pretendemos ter no futuro, em que mundo queremos viver.

É exactamente por isso que resolver conflitos em contexto escolar é tão difícil, tão delicado, tão importante, e ao mesmo tempo tão necessário.

E não estou a falar só de conflitos entre alunos. Falo também de conflitos entre alunos e professores, entre pais, entre pais e professores, entre estes e os membros da Direcção, entre assistentes operacionais ou entre estes e professores, entre todos e os alunos, ou até mesmo entre todos e todos!

Dotar toda a comunidade educativa de ferramentas para a resolução pacífica de problemas é passar a mensagem de que é possível resolver problemas sem violência, que todos são escutados e que a todos será dada a oportunidade de falar, que cada um poderá dar o seu contributo e que esse contributo é valioso para todos, que cada um é importante e conta.

E é isto que a Mediação de Conflitos em contexto escolar faz!

 

 

(a autora escreve de acordo com a antiga ortografia)

Helena Dantas

About Helena Dantas

Advogada desde 2004, descobriu na mediação, sobretudo na mediação familiar, o verdadeiro sentido da Justiça. Concluiu o Curso de Mediação de Conflitos, com especialização em Mediação Familiar, e fez uma Pós Graduação em Mediação de Conflitos Civis e Comerciais. Fundou a Mediamus - Associação para a Família, associação privada sem fins lucrativos que tem como missão promover o desenvolvimento e apoiar todas as formas de família, sem qualquer discriminação, através da dinamização social, científica e cultural nas diversas temáticas relacionadas com a família, com a parentalidade e com a escola.

Siga-nos!

Facebook By Weblizar Powered By Weblizar

PUBLICIDADE

Nmedia MREC1

IDEIAS PARA QUARTOS

PAI DE SERVIÇO

Advogada desde 2004, descobriu na mediação, sobretudo na mediação familiar, o verdadeiro sentido da Justiça. Concluiu o Curso de Mediação de Conflitos, com especialização em Mediação Familiar, e fez uma Pós Graduação em Mediação de Conflitos Civis e Comerciais. Fundou a Mediamus - Associação para a Família, associação privada sem fins lucrativos que tem como missão promover o desenvolvimento e apoiar todas as formas de família, sem qualquer discriminação, através da dinamização social, científica e cultural nas diversas temáticas relacionadas com a família, com a parentalidade e com a escola.