“Se te portares bem, compro-te um cãozinho no teu aniversário”. “Se fizeres o que te digo, podes ir à festa”. Devemos ou não prometer recompensas aos nossos filhos para que se portem bem?
Enquanto pais e educadores, é difícil resistirmos à tentação da recompensa. É talvez a maneira mais fácil e imediata de levarmos as crianças a fazerem o que queremos, de evitar o “mau” comportamento ou de lhe pôr fim. Mas que consequências terão os prémios e recompensas a longo prazo?
Quem nunca premiou o bom comportamento de um filho, que atire a primeira pedra. Cá em casa também já cometi esse “pecado” com os meus filhos. Várias vezes. Mas com o tempo fui percebendo que não resulta. E hoje é cada vez mais raro prometer o que quer que seja. Não censuro quem o faça – eu próprio não resisto a fazê-lo pontualmente, afinal, também sou humano – mas deixo o seguinte alerta para quem premeia numa base regular:
A mensagem
A par dos castigos, há quem faça dos prémios e recompensas o método educativo privilegiado. Em casa e/ou na escola. Muitos pais e educadores optam, por exemplo, pelo famoso sistema de pontos ou estrelas, para “incentivar” os miúdos ao bom comportamento. Mas será que a mensagem que estamos a passar-lhes é positiva? E será efectiva? Resulta?
Ao prometermos, por sistema, recompensar uma criança caso se “porte bem”, ela estará a interiorizar a ideia de que deve portar-se bem porque assim ganhará algo em troca. E não porque essa é a forma mais correta de agir. Em vez de incutirmos responsabilidade, estaremos a criar crianças dependentes. De estímulos e de aprovação. Em última instância, serão adultos dependentes também, e com dificuldades em aceitar um “não”.
Então o que faço?
A Disciplina Positiva pode ser a chave para evitar premiar comportamentos. Entre as soluções que apresenta, estão o antecipar dos problemas; tentar perceber o que está a criança a sentir e a pensar; procurar soluções conjuntas; dar opções limitadas.
A partir dos 4 anos, é também aconselhável uma “ferramenta” poderosa de Disciplina Positiva chamada “Reunião de Família” (ou “Reunião de Sala de Aula”, na escola), que tem um modelo próprio e serve para “discutir” de forma regular os diversos assuntos (familiares ou escolares), reforçando a conexão entre todos os seus elementos.

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