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Pai de serviço

9 frases poderosas para se reconectar com o seu filho

Há momentos em que não sabemos o que dizer aos nossos filhos. Em que o conflito está ao rubro e nos sentimos impotentes, achamos que não vamos conseguir parar aquela espiral negativa.

Não é fácil recuperar a conexão perdida, reconectar no calor do momento. Em minha casa tenho tentado aplicar com os meus filhos algumas das “ferramentas” práticas, que aprendi com a Disciplina Positiva. Com bons resultados.

Deixo-vos algumas frases que já experimentei dizer aos miúdos nos momentos de tensão. E que fizeram a diferença.

Da próxima vez que sentir que está numa autêntica luta de poderes, experimente dizer uma delas:

1. “Diz-me o que estás a sentir”

Ao mostrar interesse em saber o que está o seu filho a sentir, faz com que ele se sinta ouvido. E importante. Ajudá-lo a encontrar as palavras certas para descrever a emoção do momento – mesmo que o faça de forma curta ou meio atabalhoada – ajudá-lo-á a acalmar-se e a seguir em frente. Assim estará também a mostrar empatia pela criança e pelos seus sentimentos, o que é meio caminho andado para retomar a conexão perdida.

Mas atenção, para que esta “estratégia” resulte, tente descer ao nível da criança, olhá-la nos olhos e ESCUTAR realmente o que ela tem para lhe dizer.

2. “Amo-te, mesmo quando estás assim”

As crianças precisam de sentir amor incondicional dos seus pais, para que se tornem adultos estáveis do ponto de vista emocional. Esta frase mostrar-lhe-á que a ama até mesmo nos momentos em que não estão a dar-se lá muito bem.

3. “É normal sentires-te zangado, às vezes”

Como pais tentamos muitas vezes “abafar” os sentimentos dos filhos. Fazêmo-lo de forma consciente ou inconscientemente, é certo, mas é frequente. Por exemplo, quando queremos pôr termo de forma imediata a uma birra ou a uma crise de choro. Só que, ao tentarmos que a criança “abafe” o que está a sentir, o mais provável é que o “mau” comportamento se intensifique e, possivelmente, com ainda mais força. Sentir é normal, certo? Faz parte de sermos humanos e não há distinção entre adultos e crianças. Quando compreendemos que é normal sentirmo-nos menos bem por vezes, mostramos aos miúdos que os amamos até nesses momentos.

4. “Posso dar-te um abraço?”

Quando as crianças estão no meio de uma birra, tudo à sua volta parece ser uma ameaça. Por isso reagem tantas vezes intensificando a conduta, gritando, esperneando quando tentamos ralhar com elas para que parem.

Sei que pode parecer estranho, mas dar um abraço ao seu filho durante um momento de conflito pode ser suficiente para lhe pôr fim. “Preciso de um abraço, filho” é a frase certa e preferível a “Dá-me um abraço”, já que mostra vulnerabilidade e não autoridade, sendo por isso mais fácil retomar assim a conexão perdida. É claro que nem sempre esta solução resulta, nem resultará com todas as crianças. Por vezes, quando a criança está de tal modo furiosa, o ideal é dizer algo como “Preciso de um abraço mas já percebi que agora não o consegues dar. Vem ter comigo quando achares que estás pronto”.

5. “Vamos respirar fundo juntos?”

Inspire, expire… Respirar fundo é para muitos pais a melhor forma para se acalmarem. E que tal propor o mesmo aos seus filhos? É um exercício simples e que acalma o stress e diminui a frequência cardíaca. Ideal para momentos de conflito!

6. “Como é que eu te posso ajudar?”

Fazer perguntas ajuda a criança a mudar o foco, a pensar em soluções em vez de se centrar na emoção negativa. Mesmo que não obtenha resposta, só o facto de perguntar, de lhe oferecer ajuda, mostra que se importa realmente com o que ela está a sentir.

7. “Podemos recomeçar?”

Esta frase funciona como uma espécie de ‘reset’. As primeiras vezes que a usar, é possível que não resultem, mas não custa ir tentando…

8. “Desculpa-me por…”

Os pais também são de carne e osso, também erram, falham, choram, sentem. Mostrar às crianças que também somos humanos não só é reconfortante para elas, como lhes passa também uma mensagem poderosa: de que pedir desculpa é normal e algo certo a fazer muitas vezes. Por isso, se gritou demasiado alto, se foi demasiado duro/a ou se ignorou sentimentos que não devia ter ignorado, não custa nada dizer “desculpa”.

9. “Da próxima vez, prometo que…”

“Desculpa se perdi a cabeça, da próxima vez prometo que vou reagir com mais calma”. Ao contrário do que possa pensar, esta frase não o/a fragiliza enquanto educador/a, pelo contrário. Mostra compromisso, compromisso de mudança, algo que é essencial quando pedimos desculpa. E ajuda a retomar a conexão perdida.

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