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Foto: Pixabay-free

Hoje fui buscar o meu filho à escola

Hoje fui buscar o meu filho (7 anos) à escola e recebeu-me sem o sorriso habitual. Dei-lhe um beijo, abracei-o e começou a chorar. Convulsivamente. Perguntei-lhe o que se tinha passado, não respondeu. Apenas continuou a chorar. Ficámos ali uns minutos, naquele abraço. Eu com o coração partido, disse-lhe: “Chora à vontade, filho. Quando quiseres falar do que se passou, o pai está aqui”. De repente disparou, entre soluços: “roubaram-me o beyblade [uma espécie de pião dos tempos modernos]”. Respirei de alívio, por dentro. Nos momentos que antecederam aquela explicação, passou-me tudo pela cabeça: que lhe tinham batido, que tinha feito alguma asneira, eu sei lá. Afinal, era “só” mais um brinquedo que tinha desaparecido, pensei. Mas para ele, era “o” brinquedo. Contou-me que o tinha no bolso e, de repente, “já não estava lá”. Que o tinha procurado por toda a parte e não o encontrou. Tive vontade de lhe dizer “não chores mais que o pai compra-te outro”. Mas que mensagem lhe estaria a passar? Optei por lhe recordar que tem mais dois beyblades em casa, os suficientes para fazermos “as nossas batalhas”. E contei-lhe o episódio em que eu, aqui há uns anos, me esqueci do telemóvel em cima da mesa de um restaurante e quando voltei, 5 minutos mais tarde, já não estava. Que nessa altura perdi tudo o que lá tinha dentro e que aprendi uma grande lição: ia passar a ter mais cuidado. “Pois, vou ter mais cuidado para a próxima”, disse-me, enxugando as lágrimas. Abraçou-me e lá fomos escadas abaixo, lanchar só nós os dois.

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