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10 razões para o seu filho colecionar uma caderneta de cromos

Aqui em casa foi a loucura. Mal saiu a caderneta do Mundial 2018, que terminou recentemente, o meu filho de 8 anos pediu-me, com um sorriso maroto e voz de cordeirinho: “pai, compra-me a caderneta!”. Já esperava o pedido e lá fomos direitinhos à papelaria.

Já tínhamos feito a do Euro 2016, em que Portugal se sagrou campeão, e há alguns anos que colecionamos as cadernetas da Liga Portuguesa. No ano passado, e porque o miúdo é “doido” por bola, nem a da Liga Espanhola escapou, que comprámos numa ida ao país vizinho durante as férias.

Mas não só de futebol vive a “febre” dos cromos aqui em casa. Também a do Star Wars e as dos animais do Pingo Doce, por exemplo, fizeram as delícias da pequenada. Uma autêntica renda que gastamos, nós e os avós…

Tal pai… tal filho

Confesso que também a mim, enquanto pai, me dá gozo acompanhar a evolução da caderneta de cromos do meu filho. Faz-me lembrar quando tinha a idade dele e também eu adorava abrir cada carteirinha, vibrava com os “craques” que iam saindo e a adrenalina de cada troca com os amigos.

Na verdade, colecionar uma caderneta de cromos é muito mais do que uma brincadeira ou um prazer, é também muito útil para os mais novos, que aprendem uma série de coisas enquanto se divertem.

Aqui vão 10 razões para o seu filho colecionar uma caderneta de cromos:

1 – Reconhecer os números e a sua ordem

Ao procurar o número de cada cromo no álbum, a criança está a aprender, de uma forma divertida, a contar. O que pode também ser trabalhado pedindo que coloque os cromos do número mais pequeno para o maior (ou vice versa), antes de os colar na caderneta. O que também facilita a tarefa, já que não terá de folhear tantas vezes o álbum (evitando que se estrague com facilidade).

2 – Noções de economia

Saber quanto custa cada carteirinha, pôr de parte algum do seu próprio dinheiro para comprar, ajuda a criança a entender o valor das coisas e o quanto é necessário economizar.

3 – Organização

Por aqui usamos um elástico para guardar os cromos repetidos todos juntos, num molho, colocados em ordem crescente, para facilitar na hora da troca. E o miúdo também fez uma lista em um papel com os cromos em falta.

Sempre que abrimos uma carteirinha, separamos os cromos para colar dos repetidos e riscamos da lista os que já temos, antes de os colar na caderneta.

4 e 5 – Concentração e coordenação motora

Para quem é perfecionista e gosta de colecionar cromos,  pode fazer confusão ver a criança a colar os cromos todos tortos, mas é preciso deixá-la fazer, pois só assim aprende, estando nós por perto para orientar.

Aos poucos, a criança vai alinhando melhor as pontas dos cromos e trabalhando a concentração e a coordenação motora fina.

6 – Conhecer vários países

Tal como aconteceu comigo, o meu filhote já sabe, desde muito cedo, os 5omes dos países e respetivas bandeiras! E aproveitamos para  falar dos diferentes hábitos, dos nomes “esquisitos”, das línguas que se falam em cada local, da sua localização no mapa mundo, etc.

7 – Responsabilidade

As páginas das cadernetas não costumam ter grande qualidade, normalmente estão presas por agrafos que se soltam facilmente. Asssim, podemos estimular a criança a que tenha cuidado para não estragar, que não deixe as páginas dobrarem, rasgarem, etc. E também que não deixe a caderneta em qualquer lugar… O meu filho queria levar a caderneta para todo o lado, no início, mas com ela mais preenchida começou a perceber que era melhor não a levar para muitos dos sítios, para não se estragar ou desaparecer…

8 – União familiar

Apesar de ser o meu filho quem faz o álbum, mostro sempre interesse em ver como está a correr a coleção, entusiasmo-me com cada carteirinha aberta. O álbum acaba por ser “nosso” e esses momentos reforçam a conexão familiar. Por vezes até dividimos as tarefas: eu abro as carteirinhas e ele cola os cromos!

9 – Controlar a ansiedade

Às vezes até nós, adultos, temos dificuldade em fazê-lo! A vontade natural da criança é comprar mais e mais carteirinhas, todos os dias, para completar a caderneta rapidamente. Mas é preciso ensiná-la a manter a calma, a perceber que não terá cromos todos os dias, a saber lidar com a frustração de começarem a sair muitos repetidos quando já tem um número considerável de cromos colados,…

10 – Negociação

O processo de troca de cromos nem sempre é pacífico. Principalmente entre crianças. Há sempre o “espertalhão” que quer ficar com o cromo mais “importante”, ou que “engana” o mais novo no número de cromos trocados, ou “inventando” uma fórmula de troca que o vai beneficiar. Explicar que a troca deve ser justa para ambos é essencial, não invalidando que entre elas as crianças definam a sua própria fórmula… de justiça!

E já agora, porque ainda não acabámos a coleção do Mundial 2018, tem cromos para a troca?

 

Fonte consultada: baudemenino.com.br

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